5 passeios para curtir em Jerusalém, Israel

Jerusalém é certamente a parada das maiorias dos viajantes que passam por Israel, no Oriente Médio. Lá estão alguns dos cartões-postais nacionais mais icônicos, como o Muro das Lamentações e o Santo Sepulcro dentro da cidade antiga e amuralhada. E antes que falem sobre religião, já adianto que a diversidade histórica e cultural do país é atrativa para a maioria dos viajantes. Vá sem preconceitos e descubra uma realidade muito rica, mesmo que bem diferente da nossa. Outro ponto importante é dizer que, apesar das zonas de conflitos ao seu redor, Israel é, sim, um lugar seguro para turistar.

++ Saiba como comprar o chip de internet internacional
++ Não esqueça o
Seguro Viagem

Vista da cidade antiga de Jerusalem
A luz de Jerusalém ao entardecer é incrível!

O QUE TEM PARA FAZER EM JERUSALÉM 


Apesar da maioria das atrações terem caráter religioso, Jerusalém não é apenas isso. Provar a gastronomia de primeira, visitar museus ricos em história e fazer compras nos mercados também são experiências indispensáveis no roteiro. A seguir, fiz um mix com o que achei mais legal na cidade. É um resumão para ter um panorama do que o destino israelense oferece e desenhar sua viagem.

Detalhe da igreja do santo sepulcro em Jerusalem
Detalhes do Santo Sepulcro, provavelmente a atração mais importante de Jerusalém para os católicos | Foto Shutterstock – Por bhasseler

MERCADO MAHANE YEHUDA


Comerciantes e judeus estão espalhados no Mahane Yehuda market, um mercado de frutas, temperos e comidinhas. É o lugar para comprar itens gastronômicos que você quer levar na mala, das tâmaras a preços amigos (uns R$20) aos azeites israelenses <3 Só lembre-se que negociar faz parte da experiência, especialmente se estiver levando mais de um item da mesma barraca.

temperos mercado de Jerusalem
Mesmo sem comprar nada, vale visitar: o mercado é super fotogênico né?

PASSEIO DE SEGWAY EM JERUSALÉM


Se o primeiro item da lista foi óbvio, agora é possível que você se surpreenda. Fazer o passeio de segway é um dos rolês mais legais fora da cidade antiga (a parte que fica dentro das muralhas). A bordo do veículo, dá para percorrer distâncias longas, ter uma noção da rotina da cidade, passar por parque e para para observar a cidade.

Eu fiz com Smart Tour que tem diversos roteiros e leva a vários pontos da cidade. Entre elas, a Yemin Moshe, uma zona mais moderna, do século 19, onde há um famoso moinho de vento. E o próprio ponto de partida já é uma atração, pois a empresa fica no First Station, antiga estação de trem revitalizada que hoje é tipo um shopping a céu aberto,

segway em Jerusalem
Toda profissa andando de segway 😛

Para quem tem medo de segway, fica a dica: tem treinamento antes do passeio e, normalmente, em dez minutos com o instrutor já para se virar. Até aqueles mais desastrados como eu, rs.

MURO DAS LAMENTAÇÕES


Minha primeira parada na Cidade Amuralhada foi o icônico Muro das Lamentações, uma área sagrada para os judeus. Centenas de pessoas passam diariamente por ali para orar ou, como era meu caso, observar a área. E, depois, tem o ritual turístico de deixar um papel com seus desejos entre as pedras do muro. A energia é fortíssima!

muro das lamentações
Achei a energia do Muro das Lamentações muito forte

Para quem gosta de história, vale saber que esta é a última do Segundo Templo, monumento importante para os judeus que foi destruído. E dica: por se tratar de um lugar religioso, devemos respeitar regrinhas como evitar roupas muito abertas. Homens e mulheres não devem mostrar muita pele, saca? E aliás, há uma área para cada um.

VIA DOLOROSA E SANTO SEPULCRO


Esta é a parte católica da Cidade Amuralhada. A via dolorosa é o caminho que Jesus teria feito até sua crucificação. É uma emaranhado de ruazinhas, mas todas com sinalização e informação de pontos importantes citados na bíblia.

Entrada do Santo Sepulcro
Entrada do Santo Sepulcro; igreja está sempre movimentada | Foto Shutterstock – Por Alisa_Ch

Os pontos finais ficam na Basílica do Santo Sepulcro. Tem a Pedra da Unção, última parada antes de sua morte; a pedra de sua crucificação e o Santo Sepulcro, onde ele teria sido sepultado. Mesmo se você não acredita, saiba que é bonito ver a fé da galera, que forma fila para tocar estes locais.

MUSEU DO HOLOCAUSTO 


Segunda guerra é algo que mexe comigo, especialmente a história de sofrimento dos judeus. Mas é preciso conhecê-la para que a humanidade não repita barbaridades com o nazismo. E a proposta do Museu do Holocausto Intenso é justamente isto: ensinar a partir de trechos de diários, vídeos de vítimas e sobrevivente, e objetos da época. É intenso, pesado, doloroso, mas necessário sabe? Sai de lá abalada, mas com a certeza de que foi um dos museus sobre o tema mais ricos que eu já vi.

Dica: tem audioguia em português e vale muito a pena para ter uma experiência mais completa!

GASTRONOMIA E COMIDA KOSCHER 


Vamos lá, cozinha típica de Israel é a que a gente conhece como comida árabe. Ou seja, quando parar para comer, é provável que hommus, babaganuche, falafel, dentre tantas outras coisinhas gostosas, estejam no cardápio. É a comida do dia a dia no país, o que faz sentido, afinal os árabes são parte da cultura de Israel. No mercado que indiquei acima há várias opções de restaurantes gostosos e com bons preços, mas bastante informais.

Agora se a vibe é investir numa refeição e ter opções mais internacionais, um boa é o Adom, na First Station. De carnes a hambúrgueres, passando pelas pastinhas e o falafel, tem um menu bem diverso. Ele tem um bar anexo que é bem legal para esticar a noite, com várias opções de vinhos e cervejas.

Comida Koscher: é a comida que segue as regras do judaísmo. Sendo assim, não inclui frutos do mar e também não mistura carnes e queijo, por exemplo. Até o Mc Donald’s segue isso e hambúrguer com queijo não fica no cardápio principal. Você coloca o queijo como ingrediente extra. Aliás, praticamente todos os restaurantes do país tem opções assim ou são exclusivos para este púbico.

DINHEIRO E SEGURANÇA EM JERUSALÉM


É caro ou barato passear no destino? Os preços das atrações e comida são bem parecidos aos de São Paulo. E o melhor é que a moeda local, o Shekel, vale praticamente R$1, então a gente não precisa quebrar a cabeça com câmbio – sim, sou de humanas e odeio fazer contas.

Lojas na cidade amuralhada de Jerusalém
Na parte amuralhada tem várias lojas de souvenires e itens locais | Foto Shutterstock – Por Alisa_Ch

Sobre segurança, o país é bem tranquilo viu? Só nos mercados que vale tomar um cuidado extra com seus pertences e ficar esperto com alguns vendedores, que podem tentar uma aproximação um tanto quanto esquisita. 

JERUSALÉM É PARA TODOS?

Olha, minha experiência foi positiva sim e eu curti MUITO a oportunidade de conhecer Jerusalém e outros destinos de Israel. Óbvio que é Oriente Médio, portanto eu que sou mulher LGBT acabo ficando receosa, mas foi bem de boa viajar pelo país e não tive problemas. Porém, de todas as cidades israelenses que conheci, Tel Aviv passa uma vibe muito mais liberal. Ah, eu não sei como é a experiência de viajar por lá sozinha, pois estava em grupo. Se alguém foi e puder compartilhar nos comentários, acho que pode ser bem legal.

Me conte sua dúvida ou experiência